Na Escola Básica de Pessene, a educação parece mais um número de circo do que uma sala de aula.

 Na Escola Básica de Pessene, a educação parece mais um número de circo do que uma sala de aula.


O quadro está tão aos pedaços que parece mais uma obra de arte abstrata do que um lugar para escrever. E a sala de aula? Ah, é uma árvore! Quase sem folhas, como se estivesse a tentar sobreviver ao próprio ambiente de ensino. O professor? Bom, ele tem que ser metade palhaço e metade agente da UIR para manter a atenção dos alunos. Ou entreter com piadas e malabares, ou ameaçar com um “silêncio senão vou bater a todos!”, tudo enquanto tenta explicar as tabuada.


No final do trimestre, a direção da escola e a direção distrital exigem um aproveitamento acima de 80%, como se fosse possível atingir isso sem um pouco de “criatividade” nos resultados. A pressão é tão grande que nem sei se os alunos vão mais rápido com as cabeças ou com os pés!


E a supervisão? Ah, a supervisão chega de Mitsubishi Triton, última versão, 4x4, como se estivesse a ir para uma expedição na selva! Para controlar os professores, claro, não vá o ensino desmoronar-se à sua frente. Trabalhando na miséria, o professor pensa: “Será que também terei um 4x4 para chegar ao trabalho amanhã?”

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