FAMILIARES DAS CRIANÇAS ENCONTRADAS MORTAS NUMA VIATURA NOS MULENVOS AFIRMAM QUE NOTARAM SINAIS DE ABUSO SEXUAL E AGRESSÃO FÍSICA NOS CORPOS DAS MENORES - «ELES NÃO FORAM BRINCAR E COLARAM, ALGUÉM LHES METEU LÁ»

 FAMILIARES DAS CRIANÇAS ENCONTRADAS MORTAS NUMA VIATURA NOS MULENVOS AFIRMAM QUE NOTARAM SINAIS DE ABUSO SEXUAL E AGRESSÃO FÍSICA NOS CORPOS DAS MENORES - «ELES NÃO FORAM BRINCAR E COLARAM, ALGUÉM LHES METEU LÁ»


Os familiares das menores, nomeadamente Milda Alberto, de 5 anos de idade, Francisca Alberto, de 3 anos, por sinal irmãs; e Daniela Quintas, de 4 anos de idade, encontradas mortas, nesta quinta-feira, 15, no interior de uma viatura avariada numa oficina localizada na rua do Prelex, bairro Capalanga, município dos Mulenvos, pedem as autoridades policiais que evidenciem todo o esforço para o esclarecimento do caso.


Os factos atestam que por volta das 9 horas da manhã de quarta-feira, 14, Fátima Geremias Simão, mãe das meninas Francisca Alberto e Milda Alberto, dirigiu-se à casa da senhora Luísa Ernesto, mãe da Daniela Quintas, para obter informações sobre um desentendimento entre as duas famílias. 


"As meninas sempre brincaram juntas, à vizinha apareceu na minha casa para saber quem tinha batido a filha dela, mas a minha filha, de 19 anos disse-lhe que ninguém a tinha batido, apenas mandou-lhes ir brincar num outro lugar", contou a senhora Luísa. 


Após ter recebido os esclarecimentos, a senhora Fátima despediu-se da vizinha e disse que estava a caminho de um quarto que arredou onde deveria fazer limpeza.


Ela já estava com a vassoura, ao sair do nosso quintal, a minha filha seguiu a Milde e a Fátima, filhas da vizinha. A minha filha mais velha ainda tentou impedir, mas a vizinha disse que ela podiam ir com elas porque não guardou rancor do problema que tivemos, então ela levou a minha filha e as duas filhas dela", explicou. 


A senhora Luísa avançou que, por volta das 10 horas, a tia da senhora Fátima foi a casa dela a procura das crianças para o matabicho. 


"Eu disse a ela que as miúdas foram com a Fátima, ela ligou para ela e disse que estava na casa do namorado, mas achou que as meninas já tinham ido para casa. naquele momento fiquei muito preocupada, ela foi irresponsável", acrescentou. 


"Por volta das 13 horas", disse a senhora, "começamos a procurar as meninas, e o meu marido foi até a esquadra 45 do Capalanga, e mandaram-lhe aparecer no dia seguinte porque não tinha completado ainda 24 horas. Procuramos elas até às 21 horas e, no dia seguinte continuamos a procurar. Mas a mãe das outras crianças não parecia preocupada, até encontramos ela em casa relaxada e a beber cervejas", lamentou. Explicou que a viatura em que foram encontradas está no local há cinco anos e sempre esteve com as portas trancadas.


"O carro encontra-se numa zona movimentada parece que alguém as terá colocado depois de matar. A minha filha ficou com o pescoço torcido, o pescoço dela virou de frente para trás e as outras duas meninas tinham cortes de lâmina, arrancaram as vistas de uma e parece que foram abusadas sexualmente", chorou.


A mãe das duas menores, Fátima, em declarações ao Na Mira, avançou que terá levado as crianças no quarto que recentemente terá arrendado e, enquanto fazia a limpeza as menores desapareceram do local. 


"Eu pensei que elas foram para casa ou estavam a brincar nas proximidades, mais tarde recebi a ligação da minha irmã a perguntar se elas estavam comigo. Foi assim que ficamos preocupados e começamos a procurar as miúdas, na quinta-feira de noite quando estávamos na polícia, recebemos uma ligação a dizer os vizinhos encontraram eles sem vida num carro", chorou. 



O Superintendente -chefe Nestor Goubel, Porta-voz do Comando Províncial de Luanda, avançou que por volta das 18 horas e 40 minutos de quinta-feira, 15, o Comando municipal dos Mulenvos tomou conhecimento da existência de três cadáveres no interior de uma viatura, tendo sido identificadas como as meninas cujos os pais haviam feito a participação do desaparecimento, um dia antes.


"A perícia está a ser feita para se esclarecer a situação e não podemos aqui especular sobre a possibilidade do abuso sexual. Os colegas estão a trabalhar e só depois poderemos avançar mais dados sobre o assunto", informou o Oficial.


Créditos: Na Mira do Crime e TV Zimbo

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