Transformar o tractor num meio de transporte nacional é admitir que falhámos.
Transformar o tractor num meio de transporte nacional é admitir que falhámos.
As pessoas têm dificuldades para chegar ao hospital, à escola, ao mercado. Por quê? Porque as estradas estão esburacadas, destruídas, ou não existem. As pessoas andam a pé, quilómetros, com filhos às costas e sacos de mandioca na cabeça. O problema é claro, falta de estradas transitáveis.
O dinheiro público deve ser gasto onde traz mais benefícios para todos. Uma estrada bem feita serve durante anos. Ajuda na produção, no comércio, no turismo. Já um tractor, ainda por cima a andar em picadas, vai avariar em pouco tempo. Vai precisar de manutenção cara. Quem vai pagar? Nós.
Um governo sério pensaria no futuro. Um tractor pode ajudar hoje, mas não resolve nada daqui a 2 anos. Estrada é um investimento estrutural.
Transportar pessoas em atrelados é falta de visão e respeito. Um país só cresce com infraestruturas fortes. Uma estrada liga distritos, dinamiza a economia local, permite ambulâncias passarem, facilita a vida de todos. É isso que o Ruanda, o Gana e outros países africanos estão a fazer. Tractor nenhum vai trazer progresso onde não há estrada.

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