ONTEM NA BRIGADA| Filha Muito Doente e Polícia Quer “NHONGA” e Pedido de Desculpas
ONTEM NA BRIGADA| Filha Muito Doente e Polícia Quer “NHONGA” e Pedido de Desculpas
Ontem, por volta das 22h, eu estava a conduzir meu carro, na Avenida de Moçambique, com minha filha de 1 ano, muito doente, a caminho do hospital.
Ela chorava muito no banco de trás, claramente desconfortável e em sofrimento, enquanto eu, preocupado, tentava chegar o mais rápido possível ao pronto-socorro.
Estava acompanhado de um amigo, que também partilhava da minha preocupação com a saúde da criança.
Ao me aproximar na brigada, os agentes mandaram parar, alegando que eu havia passado no sinal AMARELO.
Nesse momento, expliquei a situação, implorei por compreensão, mostrando que minha filha estava em situação crítica e precisava urgentemente de atendimento médico.
Esperava que, diante de uma emergência tão evidente, os agentes mostrassem empatia e priorizassem o bem-estar da minha filha, como é dever de qualquer servidor público.
Infelizmente, mesmo vendo a criança a chorar no carro e reconhecendo a gravidade do momento, os agentes optaram por me multar, apreender minha carta de condução e ainda me informar que eu não poderia conduzir por um ano.
Quando insisti, desesperado, tentando fazê-los entender que precisava continuar a viagem para salvar a saúde da minha filha, um dos agentes respondeu que não podia fazer nada porque “o estado paga livros” e que, se fosse questionado, teria que justificar a multa. Tinha que ver qualquer coisa”.
Essa resposta, além de fria, ignorou completamente a minha situação e o meu direito à dignidade e ao tratamento humano. Em um momento tão crítico, eu esperava que os agentes cumprissem seu dever de proteção e assistência, oferecendo apoio ao invés de criar mais obstáculos. Em vez disso, deixaram claro que a única forma de seguir seria “dar NHONGA”, o que me colocou em uma situação de extremo desespero e falta de alternativas.
Reconheço que ceder ao pagamento foi errado, e peço desculpas por essa decisão, pois sei que isso não resolve o problema e só contribui para perpetuar práticas que enfraquecem a confiança no sistema de justiça. Agi assim porque, naquele momento, meu foco era proteger minha filha, colocando sua saúde acima de tudo.
Lamento profundamente que, mesmo diante de uma situação de emergência médica, os agentes não tenham demonstrado empatia, compaixão ou o compromisso de proteger e servir que deveriam guiar suas acções.
Sei que a Constituição da República de Moçambique garante a todos nós o direito à dignidade e ao tratamento humano, mesmo em situações de fiscalização e aplicação da lei, algo que foi claramente ignorado naquele momento.
Ao meu mano OFICIAL, não se pode agir daquela maneira. Deus abençoe 🫱🏿🫲🏾👏🏾

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