Militar Baleado em Protestos de Maputo Lamenta Falta de Apoio, Responsabilização e Assistência Médica
Durante as manifestações que recentemente abalaram a cidade de Maputo, um militar foi baleado enquanto atuava na contenção dos tumultos. Em um relato comovente, ele descreveu os momentos de terror que viveu após ser atingido por um disparo acidental feito por colegas da Unidade de Intervenção Rápida (UIR).
“Ouvimos gritos e correria. De repente, senti algo me perfurar e caí”, conta o militar, que foi socorrido pelos próprios companheiros e levado com urgência ao hospital. O ferimento foi grave, mas ele sobreviveu após receber atendimento médico.
Agora em recuperação, ele expressa sua gratidão por estar vivo, embora carregue marcas físicas e emocionais do ocorrido. “Achei que não ia sobreviver. A dor era insuportável, mas estou aqui.”
O episódio chama atenção para os riscos enfrentados pelas forças de segurança em meio a manifestações violentas — incluindo os perigos de fogo amigo — e reacende o debate sobre preparo, coordenação e protocolos de atuação durante protestos.

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