Declarações do Justino Mondlane. Depois vem alguém dizer que não existem esquadrões da morte



Declarações do Justino Mondlane.

Depois vem alguém dizer que não existem esquadrões da morte…

A família não sabe para onde foi conduzido pelos homens da UIR, que entraram na casa sem apresentar nenhum mandado. Foi tudo muito rápido — chegaram armados, encapuzados, e em poucos minutos já haviam levado o jovem, sem explicações, sem permitir qualquer reação.

Os vizinhos assistiram, impotentes, ao sequestro. Ninguém ousou intervir. O medo é visível no rosto de todos. Já se tornou rotina: desaparecimentos misteriosos, operações noturnas, silêncios forçados.

Enquanto isso, as autoridades continuam a negar a existência de esquadrões da morte. Dizem que são "operações legítimas", que "estão combatendo o crime". Mas que crime é esse, cometido por alguém que nunca foi acusado formalmente, que nunca teve a chance de se defender?

Justino Mondlane não está sozinho. Seu caso é mais um entre tantos outros que se perdem no silêncio das instituições e na conivência do poder.

Até quando vamos fingir que não vemos?

Quer que eu continue em outro estilo (mais jornalístico, opinativo, literário)?

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